Amamentar é - aleitamento materno | por Chris Nicklas

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Colunistas /Dr. Daniel Becker

O que faz uma infância feliz?

Seu neném amanhã! Vendo o resultado dessa pesquisa você se surpreenderá com como a vida é simples para eles!

  • 05/09/2013
  • Dr. Daniel Becker

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A Sociedade Brasileira de Pediatria e o Instituto Datafolha realizaram uma pesquisa importante para entendermos o universo emocional da infância no Brasil. Foram ouvidas 1.525 crianças brasileiras de 4 a 10 anos, de todas as classes econômicas, em 131 municípios.

A metodologia utilizou uma escala visual de cinco pontos (cartão “de carinhas”), para que as crianças manifestassem seu estado de alegria ou tristeza frente a diferentes situações ou propostas.

Alguns dos resultados:
– O que deixa a criança “muito alegre” e “alegre” é o dia do seu aniversário (96% das respostas), praticar esporte (94%), brincar com os amigos (92%), as férias escolares (91%), assistir TV (90%).
– A situação na qual se sente “muito triste” e “triste” (71%) é ficar longe da família.
– Em matéria de brincadeiras, os primeiros lugares foram: jogar bola (33%), brincar de boneca (28%) e assistir TV (26%). Andar de bicicleta veio a seguir, com 19%. O pega-pega ficou 17%. Empataram, com 14 % das preferências, o esconde-esconde, brincar de carrinho, casinha e vídeo-game. O computador vem com apenas 9% (é bem mais popular entre os mais velhos). Apareceram também soltar pipa e desenhar/pintar (6%), pular corda (5%), brincar de corrida, animal de estimação e… estudar (4%, ui!).

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Algumas das conclusões dos organizadores:
– O que faz a criança feliz não é o brinquedo: é brincar, é conviver com a família e amigos.
– A criança não é consumista por natureza.
– O núcleo familiar proporciona sensações de felicidade.
– Fica clara a grande importância dada pelas crianças ao convívio – tão decisivo para o seu desenvolvimento emocional – não apenas com a família nuclear, mas também a “estendida”;
– 87% dos entrevistados se definem como “alegres” ou muito alegres” quando estão com os avós, os irmãos, na mesa com a família e quando pensam na mãe.
– 47% ficam “tristes” ou “muito tristes” quando brincam sozinhos. A convivência é claramente muito importante para as crianças de todas as idades.
– As brincadeiras tradicionais trazem mais alegria: apesar da forte presença da TV e dos eletrônicos, ainda existe o Brasil das brincadeiras tradicionais. E estas ainda trazem mais alegria do que as propostas mais “modernas.”
– Brincadeiras de rua, apesar das limitações impostas pela violência urbana, estão em primeiro lugar no desejo das crianças.
– Em geral, a criança se volta para o brinquedo eletrônico quando está sozinha. Mas se for oferecida uma alternativa, prefere.
– Os eletrônicos entram na vida da criança muito cedo e ganham espaço excessivo. As menores, expostas, acabam adquirindo o hábito;
– As crianças têm uma boa auto-imagem. E o futuro é bem-vindo: 87% dos entrevistados ficam alegres quando pensam em si mesmos como pessoas grandes.

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Enfim: somos felizes, ainda. Gostamos de brincar lá fora e com amigos; gostamos de estar em família; computador e TV é bom, mas pega leve. Não precisa me dar tanta coisa, prefiro você mesmo. E vamos jogar bola. Ô, gente de bom senso.

DR. DANIEL BECKER

Pediatra com 20 anos de experiência em consultório privado no Rio de Janeiro. Formado pela UFRJ, especialista em Homeopatia e mestre em Saúde Pública.